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BSB Pisos e Revestimentos · Brasília - DF

Revestimento cimentícioTerrazzo / graniliteMoldado no local

Granitina

Composição, traço e execução profissional

A granitina não é simplesmente “cimento com pedra”. É um sistema de revestimento mineral cuja qualidade final depende da seleção dos agregados, formulação do traço, paginação, execução, cura, desbaste, estucagem, polimento e proteção. Esta aula apresenta a metodologia BSB do substrato ao piso polido.

Traço operacional

2 : 1 sacos

Em massa (aprox.)

1,6 : 1

Cura (referência)

≈ 5 dias

Traço padrão

Sem areia

Prancha técnica da granitina: composição, traço e execução profissional
Prancha técnica 01 — Prancha técnica de abertura — síntese visual da composição, do traço 2:1, da granulometria, da sequência de execução e da progressão de polimento da metodologia BSB.Ilustração técnica — finalidade didática

O que é granitina?

A granitina é um revestimento cimentício composto por uma matriz à base de cimento e agregados minerais selecionados, moldado no local e posteriormente submetido a processos de desbaste, estucagem, polimento e acabamento. O resultado é uma superfície mineral, contínua e altamente personalizada.

A aparência final resulta da combinação entre:

Cimento+Agregado+Granulometria+Proporção+Paginação+Execução+Desbaste+Polimento+Acabamento

Mesma cor de cimento, resultados diferentes

Duas granitinas com a mesma cor de cimento podem apresentar resultados completamente diferentes dependendo do agregado, da granulometria e da execução utilizados. A cor do cimento é apenas uma das variáveis.

Figura 1 — Anatomia da granitina

Corte esquemático do sistema de revestimento cimentício.

Superfície polida — agregados expostos
Matriz cimentícia + agregados
Camada de base / regularização
Substrato estrutural (laje / contrapiso)

Ilustração técnica — finalidade didática

Composição e traço

Cimento

Ligante hidráulico responsável pela formação da matriz cimentícia.

A escolha influencia:

Cor da matrizTrabalhabilidadeDesenvolvimento de resistênciaCompatibilidade com pigmentaçãoAparência após o polimento

Agregado pétreo

Principal elemento responsável pela identidade visual da granitina. Diferentes agregados produzem diferentes efeitos estéticos.

Pode variar em:

Tipo de rochaCorFormatoGranulometriaDurezaTexturaCapacidade de receber polimento

A granitina como material personalizável

A cor final não é simplesmente “a cor do cimento”. A percepção visual resulta da interação entre matriz + agregado + luz + granulometria + polimento. Diferentes agregados, pigmentos e granulometrias modificam completamente o resultado.

Cor do cimentoTipo de agregadoCor do agregadoTamanho dos agregadosCombinação de diferentes agregadosDistribuição dos agregadosDesenho da paginaçãoGeometria das juntasNível de exposição dos agregadosGrau de polimentoAcabamento final
Grelha de amostras de granitina com diferentes matrizes e agregados
Figura 2 — Variação cromática: cada quadrado combina uma matriz cimentícia com agregados distintos, demonstrando o alcance estético do material.Imagem ilustrativa
Pilha de amostras de granitina com diferentes texturas
Figura 3 — Amostras empilhadas mostrando a variação de granulometria e tom — do carvão ao sal-e-pimenta — obtida pela escolha dos agregados.Imagem ilustrativa

Traço BSB — 2:1 (referência operacional)

O traço operacional mais comum utilizado como referência pela BSB para sua metodologia de granitina é 2 sacos de agregado pétreo para 1 saco de cimento.

2 sacos de agregado

≈ 40 kg cada · ≈ 80 kg total

+

1 saco de cimento

≈ 50 kg

Água

conforme mistura

Proporção operacional

2 : 1 em sacos

Equivalente aproximado

≈ 1,6 : 1 em massa

SEM AREIA NO TRAÇO PADRÃO BSB

Figura 4 — Traço operacional BSB 2:1 em sacos. Ilustração técnica — finalidade didática

Atenção à unidade da proporção

2:1 é uma proporção operacional em número de sacos, não uma proporção de massa. Os mesmos 2 sacos de agregado (≈ 80 kg) + 1 saco de cimento (≈ 50 kg) correspondem a aproximadamente 1,6:1 em massa. Interpretar “2:1” como “2 kg para 1 kg” é incorreto.

Não é regra universal

Esse traço é a referência operacional mais comum da metodologia BSB. Não deve ser tratado como regra universal para todos os sistemas de granilite, granitina ou terrazzo existentes no mercado.

Areia — regra da metodologia BSB

Sem areia no traço padrão BSB

A areia NÃO faz parte do traço padrão da granitina executada segundo a metodologia BSB.

Não adicionar areia como componente opcional, complemento, substituição do agregado ou forma de “render” o traço. Na metodologia BSB, trabalha-se com cimento + agregado pétreo selecionado + água/aditivos quando especificados.

A utilização de areia alteraria a composição granulométrica e a matriz fina, podendo interferir em:

Distribuição dos agregados
Consumo de pasta
Trabalhabilidade
Compactação
Exposição dos agregados
Aparência final
Comportamento durante o desbaste
Comportamento durante o polimento
Uniformidade estética

Evitar generalização incorreta

Não se afirma que “terrazzo nunca pode utilizar areia”. A afirmação é específica: a areia não faz parte da formulação/traço padrão da metodologia BSB apresentada nesta Biblioteca.

E o pó de mármore?

O pó de mármore também não faz parte do traço padrão da granitina BSB apresentado nesta página. Porém, é importante entender a diferença entre materiais e sistemas: existem formulações de revestimentos cimentícios de matriz mais fina e sistemas tradicionais de terrazzo/marmorite nos quais materiais finos e agregados de mármore assumem papel importante.

Granitina BSB

  1. 1.Agregado pétreo selecionado
  2. 2.Traço 2:1 (sacos)
  3. 3.Matriz cimentícia
  4. 4.Lançamento e nivelamento
  5. 5.Cura
  6. 6.Desbaste
  7. 7.Exposição dos agregados
  8. 8.Estucagem
  9. 9.Polimento/lapidação
  10. 10.Proteção/acabamento

Outros sistemas de terrazzo/marmorite

Podem utilizar:

  • Agregados de mármore
  • Diferentes granulometrias
  • Frações minerais finas
  • Formulações específicas de matriz
  • Métodos de execução diferentes

Não misturar as metodologias

A granitina BSB deve ser apresentada conforme sua própria metodologia de execução e composição. Outros sistemas possuem formulações próprias — as duas metodologias não devem ser misturadas na mesma explicação.

Terrazzo italiano — contexto histórico e técnico

O terrazzo tradicional italiano, especialmente associado à tradição veneziana, utiliza historicamente fragmentos e agregados de mármore incorporados em uma matriz cimentícia, posteriormente trabalhados e polidos.

Não é simplesmente “pó de mármore + cimento”

Essa simplificação está incorreta. Diferentes tradições e formulações de terrazzo podem utilizar diferentes granulometrias e componentes.

Granitina, granilite, marmorite e terrazzo possuem relação histórica e tecnológica, mas não são necessariamente sinônimos perfeitos nem possuem obrigatoriamente a mesma formulação. A Granitina BSB é apresentada conforme sua própria metodologia.

Granulometria — o tamanho do agregado muda o piso

Granulometria é a distribuição/tamanho das partículas do agregado. Termos como “brita”, “pedrisco”, “pó de brita”, “granilha” e “seixo” não são simplesmente sinônimos: representam diferentes materiais, faixas granulométricas e usos. O agregado decorativo pode ainda vir de diferentes rochas e minerais.

Figura 5 — Classes granulométricas

Representação esquemática do tamanho dos agregados.

Brita

6,3 a 19 mm

Pedrisco

4,8 a 9,5 mm

Pó de pedra

1,2 a 4,8 mm

Granilha

1 a 3 mm

Seixos

Rolados

Ilustração técnica — finalidade didática

Agregado maior

Maior presença visual da pedra, desenho marcado, aparência robusta.

Agregado intermediário

Equilíbrio entre matriz e pedra; aparência tradicional.

Agregado fino

Aparência delicada, mais matriz aparente, desenho menos agressivo.

A escolha da granulometria influencia: aparência, textura, consumo de pasta, facilidade de execução, profundidade de desbaste e resultado final.

Monte de agregado pétreo britado com pá
Figura 6 — Agregado pétreo britado — matéria-prima fundamental da granitina. O tipo, a cor e a granulometria definem a identidade visual do piso.Execução BSB

Espessura da granitina

Sistemas de granitina podem apresentar diferentes espessuras conforme a solução construtiva. Na metodologia BSB, trabalha-se com a referência de aproximadamente 8 a 20 mm.

8 mm14 mm20 mm

Faixa de referência — a espessura final depende do sistema

Espessura não se escolhe isoladamente

A espessura final depende do sistema; o substrato precisa estar adequado; sistemas de camada fina/capping precisam de especificação adequada; juntas e movimentações existentes precisam ser respeitadas. Não se afirma que toda granitina possui obrigatoriamente 8–20 mm.
Sistema construtivoCondição do substratoJuntas e movimentações existentesEspecificação da camada

Juntas — função técnica e estética

As juntas possuem funções diferentes e não devem todas ser chamadas genericamente de “juntas de dilatação”.

Juntas de paginação / divisão

  • Organizar os painéis
  • Controlar a geometria
  • Separar cores ou composições
  • Criar desenhos
  • Estabelecer referências de nível
  • Auxiliar na execução

Juntas de movimento / estruturais

Movimentos existentes no substrato precisam ser respeitados e reproduzidos no revestimento conforme projeto e especificação.

Perfis podem ser de:

PVCAlumínioOutros sistemas

Figura 7 — Perfil de junta

Divisória entre painéis de granitina.

PainelPerfil (PVC/alumínio)Painel

Ilustração técnica — finalidade didática

Perfil de paginação ≠ junta estrutural

O perfil de PVC ou alumínio usado na paginação não deve automaticamente ser chamado de junta estrutural ou junta de dilatação.
Piso com perfis divisores e juntas instaladas
Figura 8 — Paginação e instalação de juntas: os perfis dividem o piso em painéis e servem como referência de nível durante o lançamento.Execução BSB
Galpão com piso quadriculado por perfis pronto para execução
Figura 9 — Área preparada com paginação concluída — o grid de perfis organiza a execução e a geometria dos painéis.Execução BSB

Paginação geométrica

A granitina não precisa obrigatoriamente ser executada em quadrados. A paginação interfere diretamente na aparência final do ambiente e pode assumir formas variadas.

Quadrados
Retângulos
Faixas
Diagonais
Composições geométricas
Piso de granitina polido em padrão xadrez
Figura 10 — Paginação geométrica em xadrez: alternância de tonalidades e granulometrias cria um desenho de alto impacto, com superfície de alto brilho.Imagem de referência

Execução — do substrato ao piso polido

A sequência utilizada pela BSB é organizada por dias, do preparo do substrato ao fechamento e regularização da superfície.

1

Dia 1 — Preparação e paginação

Limpeza, conferência do substrato, marcação e definição da paginação

Limpeza da área; preparação inicial; conferência das condições do substrato; marcação; definição da paginação; posicionamento das linhas e divisões; definição dos níveis. Uma boa execução começa antes do lançamento.

2

Dia 2 — Juntas verticais

Instalação dos perfis de divisão conforme paginação

Perfis fixados com argamassa ou com o próprio material de granitina, conforme metodologia. Devem permanecer alinhados, firmes, na altura correta e compatíveis com o nível final do revestimento.

3

Dia 3 — Juntas transversais/horizontais

Divisões transversais formando os painéis previstos

As juntas também podem criar quadrados → retângulos → faixas → desenhos → composições geométricas conforme o projeto.

4

Dia 4 — Fundição / lançamento

Mistura, lançamento, distribuição, nivelamento e acabamento inicial

Cimento + agregado → mistura → lançamento → distribuição → compactação → sarrafeamento. As juntas funcionam como referência de altura, permitindo controlar o nível. Quando adequado, pode ser utilizado equipamento mecânico (desempenadeira/power trowel).

Figura 11 — Sequência de execução

Fluxo completo da metodologia BSB.

PreparaçãoJuntasLançamentoNivelamentoCuraDesbasteEstucagemPolimentoProteção

Ilustração técnica — finalidade didática

Juntas como referência de nível

Durante o sarrafeamento, as juntas funcionam também como referências de altura, permitindo controlar o nível do revestimento e o fechamento da superfície.
Canteiro de obra com piso preparado e juntas instaladas
Figura 12 — Canteiro durante a fase de preparação: substrato e paginação definidos antes do lançamento da granitina.Execução BSB

Cura — a resistência começa aqui

Segundo a metodologia BSB descrita nesta Biblioteca, após o lançamento a granitina permanece em processo de cura por aproximadamente 5 dias antes do início do polimento pesado. Durante esse período, a superfície pode ser umedecida de maneira controlada. A BSB utiliza como referência umedecer o piso pelo menos uma vez ao dia durante o período de cura, quando as condições do sistema exigirem.

Objetivos da cura

  • Favorecer a hidratação do cimento
  • Reduzir secagem excessivamente rápida
  • Contribuir para o desenvolvimento da matriz
  • Reduzir riscos de retração por perda rápida de água

Depende de:

FormulaçãoTemperaturaUmidadeVentilaçãoSubstratoEspessuraOrientação técnica

Não é regra universal

Os 5 dias não são uma regra universal para qualquer formulação ou condição climática. O tempo de cura e a liberação para etapas seguintes dependem da formulação, temperatura, umidade, ventilação, substrato, espessura e orientação técnica.

Desbaste pesado — revelando a granitina

O piso inicialmente não apresenta necessariamente sua aparência final. O primeiro desbaste remove o excesso superficial, corrige irregularidades compatíveis com o sistema, expõe os agregados, revela a distribuição das pedras e evidencia as juntas. Na metodologia BSB, o desbaste inicial pode começar com abrasivos diamantados de granulometria #16 ou #24, conforme a condição da superfície.

Remover excesso superficial
Corrigir irregularidades
Expor agregados
Revelar distribuição
Evidenciar juntas

“Como a granitina realmente ficou por dentro”

Essa etapa permite visualizar antecipadamente o resultado interno do material. A escolha do abrasivo depende da condição real do piso.

15 — Limpeza após o primeiro desbaste

Após o desbaste pesado: remover a lama de polimento, remover resíduos e limpar completamente a superfície. A limpeza é fundamental para diagnosticar a superfície antes da estucagem — permite identificar vazios, pinholes e pequenas cavidades.

Estucagem — preenchendo os microvazios

Durante o desbaste podem aparecer poros, pinholes, pequenos vazios, bolhas e microcavidades. A estucagem preenche essas descontinuidades superficiais e prepara a superfície para o polimento fino.

Metodologia BSB

Quando especificado, pode ser utilizada uma pasta preparada com:

Cimento compatível+ Cola branca / PVA

Aplicação: espalhamento, preenchimento dos vazios, desempenadeira/rodo, remoção do excesso e acabamento superficial.

Referência: ≈ 24 h antes da retomada do polimento.

Cuidado técnico

O PVA não é solução universal para qualquer piso ou ambiente. Sua utilização deve ser entendida como parte da metodologia específica BSB quando tecnicamente especificada. Outros sistemas podem utilizar produtos cimentícios poliméricos, grouts ou selantes compatíveis.

Do desbaste ao alto brilho

O polimento é realizado progressivamente: abrasivo agressivo → intermediários → finos → polimento/lapidação. Na execução comercial, uma referência pode ser interromper por volta de #120 quando o acabamento exigir apenas uma superfície mais fechada e uniforme. Em projetos de maior exigência, a sequência pode continuar progressivamente até níveis muito mais altos de acabamento.

Figura 13 — Progressão do polimento

Evolução da superfície da granulometria de desbaste ao alto brilho.

#16 / #24

Desbaste

#60

Intermediário

#120

Fechamento

#400

Refino

#800

Fino

#1500

Muito fino

#3000

Lapidação

#5000+

Alto brilho

Ilustração técnica — finalidade didática

#10000 não é obrigatório

Não se afirma que #10000 seja obrigatório ou que represente universalmente “o máximo brilho”. A granulometria final depende do sistema abrasivo, do equipamento, do agregado e do acabamento especificado.
Piso de granitina polido e úmido com reflexos
Figura 14 — Superfície em polimento: o piso úmido antecipa o reflexo e o brilho da etapa final, com agregados já expostos e distribuídos.Execução BSB

Acabamento final e proteção

Após o polimento: limpeza final, remoção dos resíduos, inspeção, avaliação visual e aplicação do sistema de proteção especificado. Podem existir diferentes sistemas.

SeladorImpregnantesProtetoresResinasRevestimentos filmógenosSistemas epóxi específicos

Nem toda granitina recebe epóxi

A escolha depende de uso, exposição, compatibilidade, umidade, aparência desejada, manutenção e especificação técnica. Não se afirma que toda granitina deve obrigatoriamente receber epóxi.
UsoExposiçãoCompatibilidadeUmidadeAparência desejadaManutençãoEspecificação técnica

Por que a granitina é durável?

A durabilidade não vem simplesmente do nome “granitina”. Ela depende do conjunto completo.

Substrato+Formulação+Traço+Execução+Cura+Desbaste+Polimento+Proteção+Manutenção
Elevada resistência ao desgaste
Boa resistência à abrasão
Longa vida útil
Capacidade de manutenção
Possibilidade de novo polimento
Possibilidade de restauração
Continuidade visual
Ausência de rejuntes convencionais entre placas

Conjunto, não nome

Quando corretamente especificada e executada, uma granitina cimentícia pode apresentar elevada resistência e longa vida útil — mas isso depende de todo o conjunto, não apenas do material.

Granitina × cerâmica × porcelanato

Comparação técnica sem afirmar que um material é universalmente superior ao outro. A escolha deve considerar tráfego, abrasão, produtos químicos, água, manutenção, juntas, substrato, qualidade de execução, acabamento e finalidade do ambiente.

CaracterísticaGranitinaCerâmica / Porcelanato
ContinuidadeSuperfície contínua dentro da modulaçãoJuntas entre peças individuais
PersonalizaçãoAlta — agregados, cor e paginaçãoVariável conforme fabricante
Agregados expostosCaracterística do sistemaGeralmente não aplicável
RestauraçãoDesbaste + novo polimentoSubstituição individual de peças
FabricaçãoMoldado no localIndustrial controlada
VariedadeDefinida por projetoAmpla gama de produtos

Sem superioridade absoluta

Não se escreve que granitina é sempre mais resistente que porcelanato ou cerâmica. Cada material possui vantagens próprias e a especificação depende das condições reais de uso.

Um piso que pode ser renovado

Uma das grandes vantagens da granitina é a possibilidade de renovar a superfície por meio de uma nova sequência de intervenção.

DesbasteCorreçãoEstucagemNovo polimentoProteção

Isso permite recuperar superfícies opacas, desgastadas, manchadas superficialmente, com microdefeitos ou com perda de brilho.

Limites da restauração

Nem qualquer dano pode ser eliminado. Danos profundos, movimentações estruturais, destacamentos, fissuras ativas ou problemas no substrato precisam ser diagnosticados antes da restauração.

O resultado final começa antes do polimento

Preparação do substrato
Nivelamento
Qualidade do agregado
Granulometria
Proporção do traço
Homogeneidade da mistura
Distribuição dos agregados
Paginação
Alinhamento das juntas
Compactação
Cura
Escolha do abrasivo
Estucagem
Sequência de polimento
Proteção final

Mensagem principal

O polimento não “cria” uma granitina bonita. Ele revela e valoriza aquilo que foi corretamente executado nas etapas anteriores.

O que pode dar errado?

Conhecer os principais erros de execução ajuda a entender por que o resultado final depende de cada etapa. Para cada problema, a causa e a consequência técnica.

1Substrato irregular

Nivelamento deficiente e espessura heterogênea, com risco de desempenho desigual.

2Junta fora de nível

Degraus entre painéis e dificuldade de sarrafeamento.

3Paginação desalinhada

Perda de geometria e aparência final comprometida.

4Mistura heterogênea

Distribuição irregular dos agregados e manchas de matriz.

5Distribuição irregular dos agregados

Concentração ou falta de pedra em trechos do painel.

6Excesso de água

Perda de resistência, maior retração e risco de fissuração.

7Cura inadequada

Hidratação insuficiente do cimento e perda de resistência.

8Desbaste prematuro

Agregados arrancados e superfície danificada.

9Abrasivo inadequado

Sulcos profundos ou desbaste insuficiente.

10Falta de estucagem

Microvazios aparentes e polimento irregular.

11Estucagem mal executada

Preenchimento incompleto e manchas na superfície.

12Polimento insuficiente

Superfície fechada mas sem o brilho especificado.

13Polimento excessivamente agressivo

Perda de referência de nível e desnivelamento.

14Proteção incompatível

Descascamento, manchas ou aderência inadequada.

15Esconder problemas estruturais com acabamento

O defeito reaparece; a causa real permanece sem tratamento.

Granitina na história e na arquitetura

A relação entre terrazzo, granilite, granitina e arquitetura moderna/contemporânea atravessa séculos: da tradição italiana à popularização internacional, passando por edifícios institucionais, escolas, hospitais, prédios públicos, hotéis, residências, espaços comerciais e interiores contemporâneos.

Tradição italianaPopularização internacionalArquitetura modernaEdifícios institucionaisEscolasHospitaisPrédios públicosHotéisResidênciasComerciaisInteriores contemporâneos

O material voltou a ganhar força na arquitetura contemporânea por combinar atributos específicos:

Estética mineralPersonalizaçãoContinuidade visualPossibilidade de restauraçãoAssociação com arquitetura modernistaGrande variedade de cores e agregados

Granitina no Brasil

Revestimentos do tipo granilite, granitina e marmorite tiveram ampla utilização na arquitetura brasileira — especialmente em edifícios públicos, institucionais, comerciais e residenciais ao longo do século XX, com forte presença no contexto da arquitetura moderna brasileira.

Cuidado com datas específicas

Evita-se afirmar datas ou eventos históricos excessivamente específicos quando não há fonte confiável.

Granitina e a linguagem arquitetônica de Brasília

O material possui forte compatibilidade estética com a linguagem arquitetônica de Brasília, especialmente por sua aparência mineral, caráter monolítico, continuidade, geometria, paginação, integração com concreto, linguagem modernista e possibilidade de grandes superfícies contínuas. A granitina/granilite pode ser encontrada em diferentes contextos de arquitetura institucional e pública de Brasília.

Aparência mineral
Caráter monolítico
Continuidade
Geometria
Paginação
Integração com concreto
Linguagem modernista
Grandes superfícies contínuas

Brasília não criou a granitina

Brasília não criou a granitina, mas sua arquitetura modernista criou um ambiente especialmente favorável à utilização de materiais cimentícios, minerais, contínuos e geometricamente modulados.

A granitina como material de alto padrão

A granitina não deve ser associada apenas a pisos antigos ou baratos. Dependendo do agregado, pigmentação, paginação, precisão de execução, nível de polimento, projeto e acabamento, ela pode atingir resultado visual sofisticado e de alto padrão.

AgregadoPigmentaçãoPaginaçãoPrecisão de execuçãoNível de polimentoProjetoAcabamento
Residências de alto padrão
Hotéis
Lojas
Escritórios
Edifícios corporativos
Museus
Galerias
Áreas institucionais
Arquitetura contemporânea
Bancada de granitina bege com pia embutida
Figura 15 — Granitina de alto padrão aplicada como bancada e backsplash: agregados finos, polimento satinado e continuidade entre superfícies horizontal e vertical.Imagem de referência

Referências e base técnica

A base técnica desta página apoia-se em temas consolidados da engenharia de materiais e de revestimentos. As menções a normas ABNT utilizam apenas normas efetivamente aplicáveis e vigentes, quando confirmadas — sem inventar número ou título de norma.

  • Tecnologia dos materiais cimentícios e comportamento da matriz.
  • Agregados para revestimentos: tipo, granulometria e propriedades.
  • Tecnologia do concreto aplicada a revestimentos moldados no local.
  • Sistemas de terrazzo/granilite: composição e métodos tradicionais.
  • Execução de pisos cimentícios: preparação, lançamento e cura.
  • Restauração e repolimento de superfícies minerais.
  • Arquitetura moderna brasileira e materiais cimentícios.

Diferenciação importante:

Norma técnica

Documento normativo vigente, quando aplicável e confirmado.

Recomendação técnica

Boa prática reconhecida na engenharia de superfícies.

Metodologia BSB

Sistema e práticas técnicas adotadas pela empresa.

Prática de obra

Procedimentos operacionais de campo.

Natureza da metodologia BSB

Os procedimentos, traço e sequência apresentados como “metodologia BSB” correspondem ao sistema e às práticas técnicas adotadas pela empresa. Não devem ser automaticamente tratados como norma universal para todos os sistemas de granitina, granilite ou terrazzo — em especial: traço 2:1, ausência de areia, período de cura, frequência de umedecimento, estucagem, uso de PVA, sequência de abrasivos e espessuras.

Aviso técnico: conteúdo educativo e orientativo. A seleção, execução e especificação de granitina para uma aplicação devem ser realizadas por profissional habilitado, conforme condições reais de obra, substrato e projeto.

Referência cruzada: patologias em revestimentos cimentícios (delaminação, pulverulência, desplacamento, fissuras) na seção Patologias; processos de desbaste, polimento e restauração em Processos Executivos; e sistemas construtivos cimentícios em Sistemas Construtivos.

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